Blog dos alunos da turma III da Especialização em Semiótica Aplicada à Literatura e Áreas Afins da Universidade Estadual do Ceará (UECE)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Divulgação XVIII

Dica de Annalies Borges:


4 de Cada e estréia das temporadas de “S/A” do Grupo 3 X 4 de Teatro, “à2” da Cia Xuxu Crocante e do infantil “Uma Rapadura, 3 Atores e uma História” no SESC SENAC Iracema

Quinta-feira (dia 03/02)
Estréia da curta temporada de S/A do Grupo 3 X 4 de Teatro no projeto Quinta Encena

A aventura de dois seres em estado embrionário de aspectos humanos envoltos por suas placentas. Estes seres estão predestinados a nascerem num planeta onde a exuberância da natureza contrasta com as ações destrutivas de seus habitantes.
Esses seres de poderes sobrenaturais, antes de consumarem seus partos, resolvem trafegar anonimamente pelo planeta mãe transgredindo a ordem do tempo, das geografias, das culturas, encarnando personagens e vivenciando situações humanas para tomarem ciência do que os espera.

FICHA TÉCNICA:
Produção: Grupo 3X4 de Teatro
Direção: João Andrade Joca
Elenco: Mikaelly Damasceno e Silvero Pereira
Roteiro: Mikaelly Damasceno, Silvero Pereira e João Andrade Joca
Preparação Corporal: Paulo José
Cenário: João Andrade Joca
Figurino: Gil
Maquiagem: Silvero Pereira
Trilha Sonora: Gabriel Yang
Vídeos: Andrei Bessa
Iluminação: Walter Façanha
Designer Gráfico: Andrei Bessa e Walmick Campos
Técnicos: Luis Albuquerque, Wladimir Cavalcante e Robson Levy

Conheça mais sobre o grupo e o espetáculo acessando:
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vida-e-arte/2010/10/29/noticiavidaeartejornal,2057641/admiravel-mundo-novo.shtml

SERVIÇO
Estréia da curta temporada de S/A do Grupo 3 X 4 de Teatro no projeto Quinta Encena
Dias: 03, 10 e 17/02 (quintas-feiras)
Horário: 20h
Local: Teatro SESC SENAC Iracema
Endereço: Rua Boris, 90, Praia de Iracema (ao lado do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura)
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Informações: 3252-2215 / 3452-1242



Sexta-feira (dia 04/02)
4 DE CADA com o show E O TEMPO DIRÁ no projeto Armazém do Som

O grupo que nasceu em 2009 do sonho de três compositores cearenses, Carlos Hardy, Davi Silvino e Marcos Paulo Leão, traz para o deleite da platéia músicas autorais de qualidade, onde se podem encontrar ritmos influenciados pelo maracatu, baião , rock, bem como as tradicionais canções e baladas. Todas com a voz marcante de Janaína Braga e com arranjos muito bem trabalhados!

Os idealizadores se conheceram no curso superior de música da UECE e buscam colocar em suas composições a experiência adquirida como vencedores de concursos já renomados, como o Prêmio Alberto Nepomuceno de Composição, conquistado por Marcos Paulo Leão em 2007, o Prêmio UECE de Música, conquistado em 2008 por Davi Silvino, e o Festival Cariri da Canção 2009, em que a música Ao tempo de um compositor de Carlos Hardy foi classificada para a grande final.

Os integrantes já são conhecidos de outros projetos como o Encontros Casuais, DizBocados e Syntagma. No 4deCada, Davi Silvino toca guitarra e violão, Carlos Hardy o contrabaixo e violão e Marcos Paulo Leão o piano e sintetizador. Para completar a formação, a cantora Janaína Braga, atual integrante do Coral da UFC, faz a voz, e Celso Batera, ex integrante da banda Renegados, a percussão e bateria.

A música do 4deCada é de um som refinado em que todos os detalhes são pensados previamente em cada arranjo musical. Os sons dos instrumentos fluem naturalmente e com extrema leveza. Cada som tem a sua hora certa de ser! Com nossos sambas, baiões e maracatus, pretendemos marcar de forma positiva a vida daqueles que realmente gostam da verdadeira Música Popular Brasileira!

Atualmente o 4deCada é um dos grupos integrantes do movimento BORA! Ceará Autoral Criativo, movimento que tem como objetivo mostra e fomentar a música autoral do Ceará, participando em duas faixas do primeiro cd do movimento.

Conheça mais sobre o trabalho do grupo e do coletivo Ceará Autoral Criativo acessando:

SERVIÇO
4 DE CADA com o show E O TEMPO DIRÁ no projeto Armazém do Som
Dia: 04/02 (sexta-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro SESC SENAC Iracema
Endereço: Rua Boris, 90, Praia de Iracema (ao lado do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura)
Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)
Informações: 3252-2215 / 3452-1242

 

Sábado e Domingo (dias 05 e 06/02)
Estréia da curta temporada de “à2” da Cia Xuxu Crocante na Temporada SESC de Artes Cênicas

"à2" discute a instabilidade dos relacionamentos modernos. Com humor e drama, retrata-se as buscas, incertezas, juras e desilusões, elementos que movem os personagens dessa dramaturgia fragmentada. O espetáculo nasceu do esquete A Mesma História.

As cenas que compõe “à2” mostram a saga dos seres humanos em tentar encontrar um complemento: as buscas que fazem nessa caminhada, as incertezas de ter encontrado a pessoa certa, as juras refeitas/desfeitas e as desilusões que provoca novas buscas, novas incertezas e novas juras, numa referência ao eterno retorno de Nietzsche. Criação e destruição, tudo vai e tudo retorna. Em "à2", porém, esses pólos não se opõem. São faces da mesma realidade, completando um ao outro. Alegria e tristeza fazem parte de uma única experiência.

A falta de cronologia entre as histórias reforça o livre arbítrio, evidenciando as conseqüências que se colhe ao não tomar cuidado ao semear os relacionamentos. Não subestimando o espectador, em "à2" nenhuma história tem fim, nenhum personagem tem nome, tudo fica aberto à espera do público para concluir o raciocínio, e com isso ser co-autor dessa história.

A Cia. Xuxu Crocante é composta por atores formados no curso Superior em Artes Cênicas do IFCE (antigo CEFET-CE).

Conheça mais sobre o espetáculo e o grupo acessando:
http://www.wix.com/xuxucrocante/espetaculo_a2

SERVIÇO
Estréia da curta temporada de “à2” da Cia Xuxu Crocante na Temporada SESC de Artes Cênicas
Dias: 05, 06, 12, 13, 19 e 20/02 (sábados e domingos)
Horário: 20h
Local: Teatro SESC SENAC Iracema
Endereço: Rua Boris, 90, Praia de Iracema (ao lado do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura)
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Informações: 3252-2215 / 3452-1242

 


Domingo (dia 06/02)
UMA RAPADURA, 3 ATORES E UMA HITÓRIA no projeto SESC Criança

Três humildes atores de uma trupe de teatro falida fazem contação de histórias para animar e divertir crianças pela cidade. Certo dia, um dos atores não tinha história nenhuma para contar, então, de maneira esfarrapada, ele cria uma história repleta de maluquice, em que diversos personagens da literatura infantil reaparecem em contextos inusitados. Perante o caos, uma figura dramática marcante aparece na história e mostra o porquê de tanta desordem. Mas onde está a rapadura? Diante desse tumulto literário, só mesmo conferindo o espetáculo para entender a importante mensagem por trás de tanta confusão.

Conheça mais sobre o grupo e o espetáculo acessando:
http://companhiasemnome.blogspot.com/

SERVIÇO
UI, O PRÍNCIPE no projeto SESC Criança
Dia: 30/01 (domingo)
Horário: 16h
Local: Teatro SESC SENAC Iracema
Endereço: Rua Boris, 90, Praia de Iracema (ao lado do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura)
Informações: 3252-2215 / 3452-1242
GRATUITO

 


SE AGENDE PARA NÃO PERDER OS NOSSOS PRÓXIMOS ESPETÁCULOS:
11/02 – MARTA AURÉLIA com o show PLUGADA E SOLVENTE no Projeto Armazém do Som;
16/02 – Lançamento do Projeto QUANTO VALE UMA CANÇÃO;
18/02 – ÁGUA DE QUARTINHA E BANDA CÂNTARO com o show CÂNTAROS E QUARTINHAS;
22/02 – Projeto CAMINHOS DE LEITURA;
24, 25 e 26/02 – Projeto PALCO CARIRI DANÇA.

 
...PRÓXIMAS TEMPORADAS...

 
S/A – dias: 10 e 17/02
à2 – dias: 12, 13, 19 e 20/02
UMA RAPADURA, 3 ATORES E UMA HISTÓRIA – dias: 13, 20 e 27/02





VENHA PARA O TEATRO SESC SENAC IRACEMA E TRAGA A FAMÍLIA E AMIGOS

Disciplina Teatro e Literatura (ou Semiótica) - Resumo - A Linguagem da Encenação Teatral - Por Carlos Rangel e Francisco Kennedy


Disciplina: Teatro e Literatura
Prof: Aldo Marcozzi
Aluno: Carlos Rangel Sousa Ferreira e Francisco Kennedy Castro Cunha

Resumo – ROUBINNE, Jean-Jacques. A Linguagem da encenação Teatral. São Paulo: Zahar, 1998. Capitulo II p. 45-80.

Em toda a evolução da arte jamais poderíamos pensar em certas produções sem seu elemento constituinte fundamental, a exemplo da pintura que tem essencialmente a cor como elemento de constituição ou mesmo a literatura que só se realiza pela e na palavra.
Dessa forma, o que muito se afirmou como essencial para a o teatro tradicionalmente é que ele tinha com base única o texto em si e mais a cima deste o autor que, como Deus, detinha o poder de criação e em conseqüência definia a atuação. O que em miúdos podemos chamar de poder artístico dado ao teatro, foi por muito tempo exclusividade de seu autor e dessa forma, agentes de montagem deste texto eram apenas marionetes que tentavam conseguir mimetizar o texto que lhes era apresentado. Tornando a obra,  neste aspecto  produto hermético, sem possibilidades a intervenção.
Mas, este pensamento guarda em sua gênese um fator hierárquico e ideológico que justificava sua organização. Em contradição com o gosto popular, a crítica se ocupava de sacramentar as construções textuais em desfavor daquelas que não tinham o texto como elemento principal, como, por exemplo, o balé. Diante de tal organização, profissionais como cenógrafos, figurinistas, técnicos e auxiliares exprimiam bem a organização social do século XVII, em que as castas altas eram donatários de grande poder, mas em contingente populacional bem reduzido o que ilustrativamente poderíamos mostrar com uma pirâmide com o autor soberano em sua ponta superior e todos os outros gradativamente em situação inferior. É dessa mesma organização que podemos falar da especialização de cada função em que o prestigio e reconhecimento viria da posição ocupada na constituição da encenação teatral – o lugar na pirâmide.
Na contra via desta organização a Comédia Dell’arte, motivava as platéias por sua capacidade de, mesmo sem a presença parcial ou total do texto e do autor,  manter com o público grande vínculo de significação da dramaturgia, no entanto este tipo de representação sofre intensa oposição, principalmente a francesa que tinha como tradição a valorização do texto em detrimento do espetáculo. É também relegada a marginalidade a mímica que, assim como seu predecessor também enfrentou oposição no século XIX.
A arte ,no entanto, é constituída de constante renovação, o que lhe imprime poder de renovação constante, que por muitas vezes, é muito radical ou que necessita de certo tempo e reconstruções para poder se firmar com um novo conceito. E diante disso, o século XX se converte em potente período de questionamentos quanto ao fazer teatral até aquele momento vigente nas escolas francesas.
Testemunhas dessas mudanças, os primeiros 30 anos do século, se tornam especiais nesta busca diante de, ora a negação completa e, ora renovação e obediência ao texto até se configurar em novas abordagens.
Importante frisarmos que até este momento o teatro estava encenado como uma tela pictórica monocromática, onde se via apenas o que os palcos gregos já mostravam, e que justificamos não era pouca coisa, mas dada a quantidade tempo decorrida até então era muito pouco de evolução.  A polissemia não existia em decorrência de haver forte entendimento de que o sentido era de posse única de seu criador (o autor) e para o publico e o encenador repassar o texto. Instituições como Comédie-Francçaise e o Conservatório Nacional de Arte Dramática, eram modelos do que poderíamos chamar de linha de produção de atores e atrizes para execução de espetáculos “verdadeiramente originais”
As primeiras tentativas de renovação teatral surgem com Craig, Meyerhold, Artaud e Baty, que mesmo não se insurgindo ao textocentrismo, se distanciam um pouco desta ótica. É efetivamente com Stanislavski que o ego do encenador é posto em contato com o do personagem, enfatizando algo que sempre fez parte da encenação, mas nunca trabalhado, a experiências intimas do ator/atriz. Revelando uma contradição, pois Stanislasviski se firmou na presença do texto como elemento essencial da ação dramática o que não o impediu de insistir na realização das emoções da ficção a partir daquelas vividas pelo encenador.
Jacques Copeau na mesma linha de Satnislaviski se destina a libertar o teatro das  velhas convenções,  mas para o autor francês aquilo que se queria era retirar as amarras ilusórias aglutinadas dos séculos anteriores e dá ao teatro o purismo grego da boa dicção, se revelando contra o espetáculo espetacular. Assim, se segue durante os períodos de guerras mundiais, com grande valorização da especialização e a supremacia do texto.
Neste ponto é importante que  paremos e reflitamos o que já foi dito aqui sobre as produções teatrais até o momento. Nos períodos entre guerras a reflexão nas obras teatrais  são muito fortes e isso ocupa grande parte dos trabalhos artísticos moldados a estética da época.  Num contexto geral,  o simbolismo e o naturalismo se intercalavam a medida que evoluía  pensamento , mas sem sair deste círculo, enquanto o primeiro se centrava no texto o segundo, por sua vez, se imprimia da expressão de comportamentos baseados também no texto.
Com a onda de renovação das esperanças na vida após o término da guerra o arte se vê convidada a se reinventar diante de uma sociedade que já não precisava de dógmas para poder se manter viva. Surge então, na dramaturgia o movimento de renovação do trabalho que levava em consideração as possibilidades do palco e do próprio teatro  como arte, pois ate o momento o que se fazia era teatro sem teatralidade. 
Assim, a perspectiva dos limites do teatro estão no tempo e no espaço a serem utilizados, levando às possibilidades de atuação com  apoio de outros elementos aliados ao texto. Força e passa vigorar na prática da encenação, há uma convergência significados.  È o que defende Vilar ao se entender como participante deste processo de mudança.
As heresias, aqui, são encaradas positivamente para que o encenador se converta em criador de teatro, assim como, o autor e que cada um diante de sua função na obra preencha os espaços vazios que são percebidos à medida que esta é interpretada.
Como nos referíamos ao inicio estas são voltas e voltas que os movimentos artísticos se propõem  a fazer,  mostram o caráter renovador do pensamento artístico de um modo geral, já que o teatro se modifica  naturalmente conforme o público para o qual se apresenta.
Como frase célebre do filósofo, assim como o homem a obra de arte em si se mostra de forma diferente para cada olhar que se debruça sobre si, assim como o homem se torna diferente a passo do tempo e jamais consegue se banhar na mesma água que agora se refresca, pois os dois (homem e água) temporalmente não são os mesmos.
O que convém dizer é que o pensamento, pelo qual o encenador se torna peça principal na constituição e declamação do texto, traz para o teatro uma nova perspectiva cênica, pois a subjetividade do texto aliada a do encenador se convertem em objeto de construção do significado a ser apresentado ás platéias.
O que poderemos destacar na atuação Craig, Meyerhold, Artaud e Baty, que já antes dessas mudanças ocorridas e constatadas nos anos 1950, já desenvolviam seus trabalhos em perspectivas bem próximas.
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Resumo - O Papel Criador da Câmera - Por Carlos Rangel Sousa Ferreira


Disciplina: Literatura e Cinema
Prof: Stélio Torquato
Aluno: Carlos Rangel Sousa Ferreira

Resumo – MARTIN, Marcel. A Linguagem cinematográfica. Trad. Flávo Pinto de vieira e Teresinha Alves Pereira. Belo Horizonte, MG: Itatiaia, 1963 p. 30-55

Em toda a evolução da arte jamais poderíamos pensar em certas produções sem seu elemento constituinte fundamental a exemplo da pintura que tem essencialmente a cor como elemento de constituição ou mesmo a literatura que so se realiza pela e na palavra.

Neste sentido impossível pensar o cinema sem a imagem e mais precisamente esta imagem em movimento. O que durante seu nascimento manteve-se como fator de expectação. E pelo fato de que o cinema com arte, assim com as outras, sempre surpreende pela experimentação e descobrimento de novas técnicas. Assim, de uma perspectiva unicamente de expectativa, observação, o observador como, segundo o texto de Marcel Martin, “ o regente de orquestra” que assiste a execução das peças musicais a frente do grupo numa postura onisciente. A câmera  nas mãos de Smith, inglês de origem, no entanto, em 1900 modifica o ponto  de vista de uma mesma cena de um plano a outro(Martin, 31).

Deste momento em diante a câmera toma ainda mais importância na composição do sentido e percepção da obra cinematográfica já que ela se constitui como janela para compor o sentido impresso pelo criador da obra e ao mesmo tempo elo entre espectador e o exibido. Aos poucos, a técnica se desenvolve e deixa de ser apenas objetiva mostrando e descrevendo personagens e cenários para ser subjetiva captando nuanças de sentimentos e significados de espaços e objetos chegando a se definida como atriz.

Na dialética fílmica percebemos a câmera como o olhar do eu que se traduz com se fosse o outro que observa e se integra com a nossa interpretação e dessa forma alguns elementos são imprescindíveis para entender esta concepção a partir da câmera.

Os enquadramentos

Parte primeira a qual a câmera se ocupará de mostrar se refere ao conteúdo da  imagem a ser  mostrada, dessa forma o processo de decupação, ou seja montagem de uma imagem ou cena. Dessa forma o cenário ou parte deste a ser mostrado contribui para realização do significado que se imprime na narrativa como um todo. Dentre deste aspecto o enquadramento pode; deixar certos elementos fora da ação; mostrar apenas um detalhe significativo; compor arbitrariamente, pouco natural; modificar o ponto de vista normal; jogar com a terceira dimensão do espaço  (Martin, 35 e 36)

Os diversos tipos de Planos

Aqui está a relação entre câmera e objeto filmado e sua relação é definida segundo a distancia que separa os dois. Assim, quando maior ou menor a distancia o plano de conteúdo a ser mostrado irá variar. No mesmo sentido, o conteúdo dramático pode ser definido. O importante é entender que esta técnica não surgiu com o cinema, mas com as artes descritivas em geral especialmente a pintura que se utiliza desse saber para mostrar as percepções sobre determinados objetos o que influencia diretamente no sentido narrativo de cada obra, o que para o cinema não é diferente.

Assim podemos enumerar as divisões mais usuais para esta categoria; plano geral, plano de conjunto, primeiro plano, plano de detalhe, primeiríssimo plano e plano de detalhe.

Os ângulos de filmagem

Este ponto se relaciona a ação em si. Sua movimentação incute significado psicológico a narrativa captada dessa forma a imagem é vista sob perspectivas diferentes segundo a descrição; contra-plongée imagem feita de baixo para cima (normalmente dimensiona o objeto como superior, titânico); Plongée o contrário de seu antecessor normalmente esta ponto de vista está ligada inferioridade subjetiva de objetos e personagens; Ponto de vista objetivo/subjetivo - que passa ao espectador a sensação do que está acontecendo com o objeto/sujeito.

Os movimentos da Câmera

Efetivamente o movimento realizado pela câmera ao longo de um espaço ou durante observação do cenário. Assim, o que basicamente o movimento parte de três técnicas básica: travelling, panorâmica e trajetória.

Travelling; movimento simples de acompanhamento, obtido com a câmera posta sobre trilho durante o caminhar, avançar, recuar, para frente ou pra trás de um objeto ou de personagem.

Panorâmica: a câmera gira em torno de seu próprio eixo para mostrar a totalidade do cenário ou personagem descrito pela imagem.

Trajetória: mais sofisticada é realizada com auxilio de equipamento de elevação com  haste e chamada de grua. Possibilita o acompanhamento do personagem do alto para o baixo ou vice-versa. Dando uma perspectiva de maiores possibilidades para filmagem.

Aqui estão descritas a linhas gerais sobre o papel que a câmera desempenha durante o processo de significação na construção do filme. O  importante é salientar que estas técnicas resumidas se aprimoram a medida que evoluem as formas de pensar o cinema segundo a criação e execução de produção.

Resumo - O Papel Criador da Câmera - Por Thalyta Nascimento Nunes


O papel criador da câmera

No cinema, cada vez mais a câmera tem influído na criação, além de ter se tornado um recurso a mais para a interpretação. A descoberta desse potencial representado pelo deslocamento, novos planos e movimentos da câmera foi marcante na história do cinema.

Desde a invenção do travelling, os movimentos e a concepção do trabalho realizado pela filmadora cinematográfica foram alterados, permitindo que esta fosse considerada por muitos uma personagem a mais, com novos e audaciosos pontos de vista, entre eles o de personagens da trama, objetos, animais.

Essa mudança de ponto de vista causa efeitos de aproximação do espectador com o drama e o que se passa nele e com o sentimento dos personagens. São efeitos obtidos, por exemplo, através da câmera subjetiva, em que o espectador tem o olhar do personagem. Outro efeito interessante é chamado “olhar face à câmera”, quando os atores olham diretamente para a câmera, como se encarassem o público.

Os elementos de expressividade da imagem podem ser atigindos principalmente pelos enquadramentos, planos, ângulos de filmagem e movimentos de câmera. O enquadramento constitui a escolha do que vai entrar no campo de visão, pode-se inclusive, destacar certos elementos de uma imagem, fazendo sobressair detalhes ou personagens dentro de um plano geral ou através de primeiro plano, utiliza-se também enquadramento inclinado exprimindo sensações inconstantes, explorando a profundidade.

Referentemente aos planos, existe uma grande variedade de recursos que podem ser utilizados e vale ressaltar seu uso nas artes plásticas e decorativas e até mesmo na fotografia.

A princípio deve ser observada a relação entre o tamanho do plano e seu conteúdo material, bem como seu conteúdo dramático. Por exemplo, o plano geral evidencia a pequenez do homem perante a natureza e o mundo. Exprime a impotência e a inserção do homem no ambiente. 

Já o primeiro plano, principalmente ao deixar claras as expressões do rosto humano, potencializa as nuances psicológicas de uma filme, funcionando como introdução ao ambiente emocional de um personagem, ao demonstrar a expressão de seus sentimentos.

Os ângulos de filmagem também podem contribuir para a formação de um ambiente psicológico. A contra-plongée, técnica em que a imagem focaliza a imagem de baixo para cima, exprime superioridade, magnitude. Por outro lado, a plongée exprime inferioridade, submissão de um indivíduo a outro, objeto de uma fatalidade.

Há também o enquadramento inclinado, que entre outras coisas pode indicar a visão de alguém que não está em posição vertical. Em relação aos sentimentos, pode se relacionar à confusão mental, desequilíbrio.

No enquadramento desordenado a câmera é sacudida em todas as direções. Pode ser utilizado para acompanhar algum movimento que trará repercussão para a cena, como acompanhamento de um tiroteio, um desabamento, uma avalanche. E com o passar do tempo a câmera que permanecia estática, passou a se mover, apresentando entre outras expressões o acompanhamento de um personagem ou objeto em movimento, dá vida a seres inanimados através da ilusão de movimento; serve para apresentar um espaço, efeito produzido por travelling ou até panorâmica; definição de relações espaciais entre dois elementos da ação; realce de um objeto ou personagem importante; expressão subjetiva do ponto de vista de um personagem em  movimento(visão da imagem vista pelo personagem em movimento);expressão da tensão emocional de um personagem.

Os movimentos podem ser enquadrados em diferentes funções: descritiva(apenas mostrar), dramática( expressão), rítmica(dinamizam o espaço através do constante movimento).

Há vários tipos de movimento de câmera: travelling, em que não há variação de ângulo entre o eixo e a trajetória do deslocamento. Inclui travelling vertical, que acompanha ou exprime ponto de vista do personagem; travelling para trás (efeito plongée); travelling lateral (descritivo).

Vale ressaltar que o travelling para trás pode significar conclusão, acompanhamento de personagem, impressão de solidão e outros sentimentos negativos. Enquanto isso, o travelling para frente indica introdução, descrição de um lugar, realce sobre um elemento, tensão mental.

Outro movimento interessante é a panorâmica, rotação da câmera sobre seu eixo. São classificados de três maneiras: descritiva(mostra um espaço), expressiva( sugere uma idéia), dramática( movimento que sugere as relações entre elementos da cena, como ameaça, submissão), trajetória, um tipo de mistura com travelling.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Divulgação XVII

Dica de Erasmo de Oliveira Freitas

 

A fonte é: http://www.fa7.edu.br/unigerviva/curso.php?id=231&acaoExt=visualizar

Curso: Literatura e psicanálise


Informações Gerais
  • Perído de realização: Início em 03/03/2011
  • Professor/Expositor: Douglas de Paula
  • Horário: 5ª feira | 17h às 18h30
  • Coordenador(a) do Curso: Tânia Sancho
  • Taxa de Matrícula: R$ 69,00
  • Quantidade de Parcelas: 4
  • Valor da Parcela: R$ 100,00

Objetivo do Curso

Apresentar uma abordagem do texto literário pelo viés da interpretação psicanalítica. Demonstrar como as formulações de Freud estão em estreita relação com os movimentos da arte ocorridos principalmente a partir do Romantismo. Explorar as tensões entre a lógica do inconsciente freudiano e a lógica do inconsciente estético.

Público Alvo

Estudantes e professores dos cursos de Humanidades, escritores, jornalistas, artistas plásticos, amantes da literatura e de uma boa prosa.

Programa do Curso

O inconsciente na psicologia da arte. A tragédia clássica de Édipo e a tragédia moderna de Hamlet. A personagem feminina na literatura. Abordagem de textos literários através da crítica psicanalítica: Machado de Assis, Mário de Andrade, Guimarães Rosa e Clarice Lispector.

Metodologia

Exposição dos temas propostos através da leitura de textos teóricos e da aplicação prática em textos literários.

Divulgação XVI

Dica de Ana Germana Pontes:

http://www.ufc.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=11010&Itemid=1


Casa Amarela inscreve para cursos de Cinema


Encontram-se abertas, até o dia 11 de março,as inscrições para os cursos de Cinema e Vídeo e de Cinema de Animação da Casa Amarela Eusélio Oliveira, equipamento cultural da Universidade Federal do Ceará.
O Curso de Cinema e Vídeo será realizado por um período de três meses, com início em 14 de março (de segunda a quinta-feira, das 19 às 21 horas), enquanto o de Cinema de Animação começará em 15 de março, com início de dois meses (às terças, quartas e quintas, das 15 às 17 horas).
O interessado deve realizar o pagamento da taxa única (para o Curso de Cinema e Vídeo é no valor de R$ 200,00 e para o Curso de Cinema de Animação, R$ 180,00) em qualquer agência do Banco do Brasil através de Guia de Recolhimento da União, disponível na Secretaria da Casa Amarela. São necessários ainda a apresentação da Identidade, do CPF e a entrega de uma foto 3x4 recente.
Fonte: Casa Amarela Eusélio Oliveira - fones: (85) 3366 7772 ou 3366 7773