Blog dos alunos da turma III da Especialização em Semiótica Aplicada à Literatura e Áreas Afins da Universidade Estadual do Ceará (UECE)

sábado, 2 de julho de 2011

Divulgação XLV

Dica de Carlos Rangel:



Senado aprova contrato temporário a professor sem pós

A Comissão de Educação do Senado aprovou no dia 07/06 substitutivo ao projeto de lei 220/2010. A proposta altera o artigo 66 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), permitindo a contratação temporária de professores graduados ou especialistas em instituições de ensino superior (IES) pública ou privada. (veja redação ao final)

O projeto tinha sido apresentado pela Comissão de Infraestrutura do Senado. Originalmente previa a possibilidade de contratação de graduados com "relevante experiência profissional" em cursos nas áreas tecnológicas e de infraestrutura.

Na avaliação dos senadores, além da carência de mão de obra, os cursos não preparam os estudantes para o "mundo do trabalho" e uma das alternativas seria contratar profissionais do mercado para aproximar a "academia" do "setor produtivo".

Os empresários do ensino privado, que nunca dormem no ponto, viram na proposta uma grande oportunidade para flexibilizar as regras de contratação em todos os cursos da rede privada. Para tanto, tiveram o apoio do senador Álvaro Dias (PSDB/PR), relator da proposta na Comissão de Educação.

Generoso, o parlamentar manteve a possibilidade de contratar graduados, suprimiu a "relevante experiência profissional" e ainda estendeu a flexibilização para todos os cursos ("o foco nessas áreas [tecnológicas] acabaria por se constituir não em abertura, mas em privilégio", cita o parecer).

O pior ainda estava por vir: Álvaro Dias instituiu na LDB o "contrato de trabalho docente temporário", um assunto relacionado ao Direito do Trabalho, fora do âmbito da legislação educacional.

Para os servidores públicos, a contratação temporária está regulamentada em legislação própria. Tem caráter excepcional, quando há urgência na contratação. É - ou deveria ser - uma exceção ao regime de estabilidade.

Na iniciativa privada, o patrão contrata e demite quem e quando quiser. Por isso, um "contrato docente temporário" se prestaria apenas para o mantenedor economizar na multa de 40% e demais indenizações.

Economia na entrada e na saída: a IES paga um salário menor ao professor não titulado e se livra de eventuais custos na demissão.

Titulação

A redação aprovada na Comissão de Educação ao PL 220 permite a contratação temporária de "portadores de diplomas de graduação e de pós-graduação lato sensu, bem como profissionais de notório saber na área de atuação".

A LDB já admite o notório saber, desde que reconhecido por universidade, e os cursos lato sensu: "a preparação para o magistério superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente em mestrado ou doutorado".

Também é importante lembrar na maior integração de programas de pós graduação ao tão decantado "mundo do trabalho". O mestrado profissional é um exemplo disso.

Atualmente, os professores graduados representam 8% do total de funções docentes, igualmente distribuídos em instituições públicas e privadas (Censo do Ensino Superior 2009). São em grande parte memória de um período anterior à LDB e às avaliações externas, que atribuem grande importância à titulação do corpo docente.

No mundo todo, exceto na Comissão de Educação do Senado, a titulação é reconhecida como um fator relevante para a qualidade de ensino.

Nesse sentido, o PL 220 representa um retrocesso em todos os aspectos e merece ser rejeitado nas demais etapas de tramitação.

Redação atual do artigo 66 da LDB

Art. 66. A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado.

§ único. O notório saber, reconhecido por universidade com curso de doutorado em área afim, poderá suprir a exigência de título acadêmico .

 
Redação original do PL 220/2011:

Art. 66 - ..............................
...................................................................

§ 1º ........................................................................................................

§ 2º  - Portadores de diploma de graduação poderão ser admitidos como docentes nas áreas tecnológicas e de infraestrutura, desde que comprovem relevante experiência profissional, na forma do regulamento.?

Redação aprovada na Comissão de Educação do Senado (07/06):

Art. 66 . A formação dos docentes dos cursos de graduação e de pós-graduação de nível superior será feita em programas de mestrado e doutorado, exigida, além do estudo e aprofundamento em área de conhecimento científico e tecnológico, capacitação e prática pedagógica, a critério do respectivo sistema de ensino.

§ único. O exercício da docência na educação superior obedece aos seguintes princípios:

I - nas instituições públicas, o acesso à carreira depende de aprovação em concurso de provas e títulos de doutorado ou mestrado, conforme a complexidade da função, a critério do respectivo sistema de ensino ou, em universidades, do colegiado superior;

II - nas instituições públicas e privadas, admite-se acesso a contrato de trabalho docente temporário, mediante processo seletivo, a portadores de diplomas de graduação e de pós-graduação lato sensu, bem como a profissionais de notório saber na área de atuação;

III - os profissionais de notório saber a que se refere o inciso II, quando reconhecidos e diplomados por universidades que tenham programas de mestrado ou doutorado em sua área de conhecimento e atuação, poderão se candidatar ao ingresso nas carreiras de docência em instituições públicas de educação superior (NR).

Divulgação XLIV

Por Carlos Rangel:


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep/MEC informa que estão abertas as inscrições para interessados em elaborar e revisar itens para a Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente. Os interessados terão até o dia 1º de julho para se cadastrar pela Internet, no endereço http://bni.inep.gov.br/inscricao, para se candidatar a realizar os serviços de elaboração e revisão técnico-pedagógica ou revisão linguística de itens.

Os colaboradores selecionados trabalharão na elaboração e revisão de itens a partir de uma Matriz de Referência, que está atualmente em processo de discussão com as entidades que compõem o Comitê de Governança da prova. Essa ação se insere no processo de implementação da Prova Docente, cuja primeira aplicação está prevista para o segundo semestre de 2012.

Para se candidatar a uma vaga, é necessário ter experiência na docência na educação infantil, no ensino fundamental ou no ensino superior e formação em licenciatura e mestrado ou doutorado em uma das áreas indicadas no Edital (Pedagogia, Psicologia, Letras, Matemática, História, Geografia, Ciências, Artes, Educação Física, entre outras). Pedimos a sua colaboração na divulgação dessa iniciativa a todos os profissionais com esse perfil.

Todas as informações sobre a Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente, bem como sobre a seleção de interessados para atuar como elaborador e revisor técnico-pedagógico ou revisor linguístico de itens, podem ser encontradas no endereço
http://portal.inep.gov.br/prova-docente.


Divulgação XLIII

Por Anne Shérida:



9ª PLENÁRIA DE LUTA CONTRA O NEOLIBERALISMO 

"VERDADES SOBRE A EDUCAÇÃO NO BRASIL"
COM O PROF. NICOLINO TROMPIERI FILHO (DOUTOR EM EDUCAÇÃO BRASILEIRA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ)
http://clcnce.blogspot.com/2011/06/9-plenaria-de-luta-contra-o.html

DATA: 03/07/2011
HORÁRIO: 09:00 
LOCAL: SINTUFCE - RUA WALDERY UCHOA, 50
BENFICA / FORTALEZA-CE


Educação é o assunto da moda: mesmo diante da grave crise econômica que atinge a economia capitalista, é o assunto mais discutido na mídia. Isso não poderia se dar de outra forma, pois a universalização do acesso à educação básica não significou o "paraíso terreno" para milhões de brasileiros desempregados ou subempregados, como prometeramAdicionar imagem governos de direita e esquerda ao longo dos anos. A escolarização não garante, imediatamente, a inserção no mercado de trabalho assalariado, com direitos e, conseqüentemente, melhora das condições de vida para a classe trabalhadora, pois não é na escola que se criam os novos postos de trabalho.
Na conjuntura do neoliberalismo, houve a desintegração da promessa integradora da escola.A população brasileira, em sua grande maioria, é formada por ágrafos e analfabetos funcionais, os quais se constituem em pessoas que passam pela escola e se certificam sem saber ler ou entender textos elementares.Parafraseando Anísio Teixeira, ainda hoje temos que repetir: "Educação não é privilégio".Conforme a concepção de Estado foi mudando no âmbito do liberalismo, foi mudando também sua relação com a educação escolar formalizada, o que é esperado, uma vez que as instituições escolares capitalistas são braços do Estado. Assim, no momento do Welfare State, em que o Estado tinha um caráter fortemente interventor na economia, a escola era considerada como estratégica na formação do chamado capital humano, preparando a mão-de-obra para o ingresso no mercado, o que justificava um mínimo investimento público em políticas públicas para a Educação, a elaboração de um plano nacional de educação e de um sistema educacional de proporções nacionais e tendência mais centralizadora.
Na conjuntura neoliberal, o Estado assume a forma de mínimo no que tange ao investimento no social; a escola permanece formando mão-de-obra para a nova organização do trabalho, mas agora contando com financiamento cada vez mais restrito do Estado e inserção de fontes alternativas privadas de financiamento, que trazem consigo ingerência da esfera privada sobre a educação escolar formal pública.É por isso que, nos discursos governamentais, a educação foi se transformando de solução em problema a ser resolvido. Ela passou a ser apresentada como um peso econômico para o orçamento público, cada vez mais cobiçado e loteado pelo capital privado, nos discursos e práticas dos diferentes governos que passaram pelo poder desde o fim do ciclo militar até nossos dias.É esse um mundo onde, cada vez mais, o capital invade todas as esferas da vida social e econômica, privatizando tudo, saqueando as finanças públicas - como a interminável e impagável dívida pública demonstra - e com parcerias que servem como um sorvedouro de recursos antes destinados às chamadas áreas prioritárias, saúde e educação.
Podemos afirmar que a crise e a agonia da escola pública está sendo gerada a partir do Estado capitalista, que de forma cada vez mais despudorada assume a condição de instrumento da acumulação privada de capital, principalmente o financeiro, ratificando seu caráter privado, transparecendo quão fictícias são suas funções de arbitragem dos interesses públicos, da realização da democracia e da implementação falaciosa de práticas sociais de cidadania.Para justificar o desmonte consciente e deliberado do ensino público, da educação básica a universidade, governos estaduais, municipais e o próprio governo federal orquestram uma campanha a parir dos grandes meios de comunicação contra os professores, alunos e pais de alunos e, principalmente, contra o ensino público.Um exército de "especialistas" - pedagogos, psicopedagogos, jornalistas, economistas, psicólogos e outros produtores de ideologias - resolveu "discutir" a crise da escola pública.
Esse exército mercenário, a soldo de governos e de grandes grupos econômicos interessados na privatização da educação, descobriu a "pedra filosofal": a crise da educação nada tem a ver, segundo eles, com a pequenas dotação de verbas para a educação, com os baixos salários e condições de trabalho dos professores, muito embora a necessidade brasileira seja de investimento de 10% do PIB para a educação, e as agências internacionais indiquem um investimento de 6% do PIB, e o atual governo invista apenas cerca de 4,6%. Produz-se uma distorção da realidade em que os grandes culpados são a má gestão das verbas, os próprios professores que não sabem ensinar e os alunos que não querem aprender.Mediante esse quadro os professores devem se apresentar para o debate, organizados nos movimentos sociais; mas, para além do movimento social em defesa do direito universal à educação pública de qualidade, é necessário um programa que unifique a classe trabalhadora que atua na escola pública, seja como pais, seja como professores e como juventude, em defesa do direito histórico de apropriação da filosofia, do conhecimento, da arte e da cultura universais - pois, para essa classe, a escola pública é a chance única de contato com esses saberes de forma sistemática e diária, durante a infância e a adolescência, em especial.

Extraído de: “A Proletarização do Professor: Neoliberalismo na Educação”
 Autores: Áurea Costa, Edgard Neto e Gilberto Souza

domingo, 12 de junho de 2011

Divulgação XLII

Olá amigos da UECE, UFC, IDEB,UNIFOR!


Venho através desse email convidá-los a participar do  Colóquio de Filosofia do século XX, que ocorrerá na UECE em SETEMBRO DE 2011

Seja através de comunicações, ou nas conferências,nos minicursos ou nas palestras,contar com a presença de vocês nesse 1º evento que debaterá questões relacionadas á contemporaneidade
Será uma alegria contar com a participação de todos, não deixem de participar!
 
Será  um encontro  de amigos, afinal todos nós somos amigos da Filosofia e com a participação de mais  amigos   de varios cursos do nosso centro de humanidades e semestres  da universidade estadual do ceará  e de outras instituições!!!

'' O Coração da gente é como uma casa que não pode ficar vazia'' Menotti Del Pichia.

Divulgação XLI

O Grupo Teatro Vitrine estará nos dias 12, 19 e 26 de junho
na Aldeia Expressões Humanas com a peça Portas Abertas.



Peça que enfoca a condição da mulher numa sociedade que suplanta o eu-interior.
Inspirada nos contos Amor, A partida do trem e A imitação da rosa, de Clarice Lispector,
possibilita criar um espaço de liberdade dentro do jogo dramático,
 no qual personagens, atrizes e público podem e/ou devem optar por fazer sua própria descoberta.
              É preciso ter a coragem da desordem para se chegar ao caos e, a partir dele, à essência primitiva do ser.
Para se chegar a essa terrível vontade de viver,
é preciso não ter medo de se aventurar a abrir as portas,
que levam ao coração selvagem da vida,
e seguir em frente.


"Posso? Para tanto é possível, por que para mim não seria?
E não sei mesmo a medida exata para alcançar o destino de mulher que eu mesma escolhi;
É preciso que eu esteja viva e isso me dói tanto que estou morrendo".

(Portas Abertas)

domingo, 22 de maio de 2011

Divulgação XL

Congresso Internacional Ludwig Feuerbach inscreve até 30 de junho
20-May-2011   
Estão abertas, até 30 de junho, inscrições para o III Congresso Internacional Ludwig Feuerbach, que reunirá palestrantes brasileiros e europeus. O evento será realizado de 29 a 31 de agosto, em Fortaleza, no Auditório Rachel de Queiroz e no Departamento de Filosofia do Centro de Humanidades da UFC.
O tema será "Liberdade e necessidade em Ludwig Feuerbach". Entre os convidados estão os professores Francesco Tomasoni (Itália), Luis Miguel Arroyo (Espanha), Adriana Serrão (Portugal), Marcio Gimenes (UnB), Rosalvo Schulz (Unioeste), Deyve Redyson (UFPB) e Eduardo Chagas (UFC).

A realização é da Sociedade Ludwig Feuerbach e do Grupo de Estudos Marxistas, da UFC, com o apoio da UFC, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Ministério da Educação (MEC). As inscrições para ouvinte devem ser feitas até dia 29 de agosto, na Coordenação de Pós-graduação, no Bloco de Filosofia (Av. da Universidade, 2995, 2º Andar, Benfica) ou na Coordenação da Graduação em Filosofia, no mesmo andar. As inscrições de trabalhos vão até dia 30 de junho e o interessado deve enviar resumo exclusivamente pelo e-mail: congressofeuerbach@yahoo.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email .

O Congresso dá continuidade a um projeto iniciado em 2009, em Aracaju (SE). Devido ao sucesso dos eventos anteriores, com boa participação de alunos, professores e visitantes ligados a vários programas de pós-graduação em Filosofia, surge a terceira edição, que vem atender à necessidade da manutenção do diálogo entre os pesquisadores.

Dessa forma, o objetivo é proporcionar o intercâmbio produtivo entre os diversos pesquisadores do neo-hegelianismo, brasileiros e europeus. A ideia é que o evento contribua para a formação de pesquisadores na área do Idealismo Alemão, para um amadurecimento nas pesquisas de dissertações e teses em andamento e para uma crescente inovação nas pesquisas futuras, com resultado direto na produção bibliográfica sobre Feuerbach e sua inserção no contexto da Filosofia, notadamente entre os pensadores do Século XIX.
Inscrições e outras informações através do site do III Congresso Internacional Ludwig Feuerbach.
Fonte: Prof. Eduardo Ferreira Chagas, Coordenador do Curso de Filosofia da UFC e integrante da Comissão Organizadora do III Congresso Internacional Ludwig Feuerbach - (fone: 85 3366 7432 / 3366 7433)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Divulgação XXXIX

Universia Livros oferece mais de 200 obras para download gratuito
Da Assessoria de Comunicação da Universia
 
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